Afinal, o que é ser uma pessoa com autismo?

Pessoa com autismo: quem são e o que não são. Entenda de uma vez por todas!

O fato mais conhecido sobre as pessoas autistas é que elas têm dificuldade em se comunicar com outras pessoas e fazer contato visual com elas.

Isso significa que a pessoa com autismo é, muitas vezes, mal interpretada como sendo fria e desinteressada pelos outros. Na real, estão apenas lutando para entender como interagir e falar com eles.

É importante reconhecer que uma pessoa autista que tem problemas para se comunicar não significa necessariamente que ela não está interessada em você, é apenas alguém que não sabe comunicar o que ela quer dizer.

Pensando nisso, trouxemos alguns fatos curiosos para te ajudar a desmistificar o Transtorno do Espectro (TEA), sob a ótica de uma pessoa com autismo. Vamos lá?

 

1. Uma pessoa com autismo não é antissocial

Este é um equívoco comum, em parte porque muitas pessoas autistas se isolam.

Chamá-los de solitários ou socialmente desajustados é apenas um estereótipo. As pessoas com autismo geralmente vivem vidas muito normais, são socialmente adeptas (às vezes em um grau quase obsessivo) e têm fortes laços com familiares, colegas de trabalho, amigos e parceiros.

No entanto, alguns indivíduos que vivem sozinhos podem achar difícil lidar com situações complexas envolvendo múltiplas interações sociais (por exemplo, multidões) sem assistência.

Esse problema pode ocorrer independentemente de terem ou não distúrbios do espectro.

 

2. Pessoas no Espectro possuem diferentes graus de autismo

Estima-se que 1% das pessoas em qualquer população sejam autistas, mas há um enorme grau de diferença entre cada pessoa com autismo.

Algumas pessoas autistas mal conseguem falar, enquanto outras conseguem encadear parágrafos. Alguns vivem de forma independente, enquanto outros precisam de cuidados constantes.

A gravidade do autismo também é diferente, por isso pode afetar sua vida de maneira diferente, dependendo de quão severamente você é afetado por ele.

As pessoas autistas não são definidas como uma entidade única – são indivíduos cujas formas de pensar, viver e se comportar são todas diferentes umas das outras.

Exemplo disso, é o Transtorno do Espectro do Autismo, um termo geral usado para descrever uma ampla gama de distúrbios neurológicos que são caracterizados coletivamente por dificuldades na interação social e na comunicação.

A parte do espectro do TEA se refere a como isso afeta as pessoas – alguns casos costumam ser mais graves do que outros, por exemplo.

 

3. Pessoa com autismo leva tempo para assimilar as coisas e entender tudo ao seu redor

A pessoa autista leva tempo para aprender.

Você não pode esperar que ela assimile e execute tarefas sem a ajuda de alguém. Isso não é algo negativo, pois é apenas uma questão de ajuda daqueles que a cerca por perto.

A pessoa com autismo também pode ter dificuldades de memorizar ou lembrar informações. Sendo assim, é importante que haja paciência.

Deixemos claro que se uma criança se atrasa para falar ou se não fala nada, devemos ir a um especialista que fará uma avaliação (diagnóstico) para determinar se ela sofre de autismo ou outras patologias que afetam a fala e o desenvolvimento.

Uma pessoa com autismo leva tempo para associar as coisas, e este é um dos principais sinais de quem sofre a patologia.

 

4. É fato: pessoas com autismo são capazes de superar desafios e levar uma vida normal

Pessoas com autismo muitas vezes podem superar seus desafios e levar uma vida normal.

Por exemplo, se uma pessoa autista não gosta de conversar com os outros, pode ser difícil para ela trabalhar em ambientes sociais. Mas um empregador deve entender que eles podem ter outras habilidades (ou pontos fortes) que ainda são úteis para eles, sem considerá-los menos capazes do que outros colaboradores.

O mais importante é entender que não existe uma abordagem única quando se trata de lidar com uma pessoa autista.

As pessoas com autismo não devem ser vistas como deficientes ou incapazes; em vez disso, elas devem ser consideradas com capacidades diferentes. Na melhor das hipóteses, elas poderiam trazer novas perspectivas de carreira, vida profissional, familiar e relacionamento.

Mesmo que uma pessoa com autismo possa parecer ou agir de forma diferente das outras em algumas situações, ela ainda é capaz de superar os desafios com uma pequena ajuda de seus amigos (ou terapeutas).

Falar sobre o que é autismo é uma coisa; falar sobre o que não é, é igualmente importante.

 

Como os pais podem ajudar seus filhos

Pessoa com autismo precisam de apoio constante, mas este não é a maior das exigências.

Os pais podem ajudar seus filhos com autismo de várias maneiras. A melhor abordagem varia de caso para caso, mas existem algumas estratégias gerais que podem ajudar.

Por exemplo, como essas crianças normalmente têm dificuldade em interagir com outras pessoas, os pais podem tornar a socialização parte da rotina de seus filhos.

Incentivar as crianças a brincar ao lado de colegas em casa ou ao ar livre é uma maneira simples de fazer isso; outra é expô-las a livros sobre personagens com autismo.

As estratégias são muitas e vale a pena adotá-las para incrementar o processo de aprendizagem.

 

Conclusão

As pessoas com autismo também são, é claro, pessoas. E como tal, todas elas têm personalidades diferentes.

Os sinais e sintomas que a maioria das crianças com autismo compartilham – dificuldade de contato visual, atraso ou ausência no desenvolvimento da fala – parecem não definir esses indivíduos tanto quanto suas diferenças.

Parte de ser um aliado eficaz é entender o que uma pessoa NÃO é. Por exemplo, uma pessoa com autismo não é uma doença; nem é parte de algum problema social coletivo ou epidemia.

Isso é apenas uma retórica redutiva que torna mais fácil para os pais se distanciar da deficiência de seus próprios filhos.